Região

Presidente da CIM quer 500 milhões de euros para plano direccionado para a agricultura, florestas e indústria

Presidente da CIM quer 500 milhões de euros para plano direccionado para a agricultura, florestas e indústria
  • 28 de Julho de 2022, 11:04

Um plano de acção a somar à verba que a CIM já recebe, mas que não é contratualizada para estes sectores. A intenção foi avançada ontem, em Macedo de Cavaleiros, numa acção do PS com empresas para discutir o próximo Quadro Comunitário de Apoio. Para Jorge Fidalgo é necessário um plano concreto para criar postos de trabalho na região.

“Um plano para criar valor e postos de trabalho, para fixarmos pessoas no território e trazer gente. Isto implica o envolvimento do IPB, que já o faz, das associações de agricultores, mas um processo que deve ser dirigido pela CIM, porque tem que haver uma representatividade política para poder negociar directamente com o Governo esses 500 milhões de euros, que são apenas 1,3%, não é nada, é uma gotinha, do PRR e do PT2030”, afirmou.

O presidente da CIM considera que os últimos quadros comunitários têm sido insuficientes para inverter a falta de competitividade e de desenvolvimento económico. Jorge Fidalgo entende que é preciso um plano específico para resolver problemas específicos, o que não tem acontecido nos últimos apoios.

“Estamos disponíveis para liderar isso, esteja o Governo disponível para disponibilizar essa verba para nós iniciarmos o projecto e vamos ver que no final da execução, e não são precisos muitos anos, os resultados desse projecto e o resultado de todos estes quadros comunitários de apoios em termos de competitividade e desenvolvimento económico. Nós vemos hoje, muitas vezes, as empresas com dificuldades em concorrerem aos avisos, porque muitas vezes não estão direccionados para o que precisam e se derem poder às CIM para podermos colaborar na elaboração desses avisos porque conhecemos o território, certamente que os avisos sairão melhor”, frisou.

A ministra da Coesão Territorial, presente na sessão, disse compreender o pedido do autarca. Ana Abrunhosa reconhece que para criar este plano estratégico é preciso haver conciliação entre as entidades que gerem os fundos.

“Isso obriga a que haja nas regiões uma conciliação, porque as CCDR’s gerem o FEDER, mas as direcções regionais de agricultura gerem os fundos para agricultura e isso exige que haja uma concertação maior dentro das próprias regiões e dentro dos ministérios”, disse.

O deputado do Partido Socialista eleito por Bragança, Sobrinho Teixeira, salientou que o interior tem que ser visto pela sua proximidade ao centro da Europa. Para isso, entende que é preciso orientar os fundos para as necessidades da região.

“Nós para o país não somos um problema, somos uma solução. O nordeste transmontano está a contribuir para o desenvolvimento de Portugal, porque tem a capacidade de ser atractivo e está estrategicamente colocado. A conclusão a que chego é que temos que incrementar no próximo quadro aquilo que são os concursos dirigidos e indicados às regiões de baixa densidade, ou seja, à nossa região”, referiu.

Ontem, em Macedo de Cavaleiros, empresas do distrito puderam queixar-se sobre os problemas que atravessam. Um dos anseios apontados foi que o PRR poderá não estar adequado para as pequenas empresas.

Esta sessão faz parte da agenda do PS para o território. A próxima será em Setembro e direccionada às Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Escrito por Brigantia

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