Escolas do primeiro ciclo fechadas em todo o distrito devido à greve dos professores
Docentes protestaram esta manhã junto à escola Augusto Moreno, em Bragança, e pediam mais justiça para o Orçamento de Estado de 2023. De acordo com o dirigente sindical de Bragança dos Professores da Zona Norte, Manuel Pereira, há uma grande adesão à greve, nomeadamente de professores do primeiro ciclo.
“No distrito, no primeiro ciclo, em Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Mogadouro, Torre de Moncorvo, na aldeia de Gimonde, em Bragança, aqui, a Augusto Moreno, está tudo fechado. Em relação aos restantes níveis de ensino é difícil porque as pessoas vão entrando à medida que vai avançando a manhã e a tarde, mas a adesão está bastante grande”, disse.
De entre as várias reivindicações, pedem rejuvenescimento da carreira, mais vagas nos quadros e alteração ao estatuto de mobilidade por doença. Manuel Pereira afirma que o Orçamento de Estado não tem em conta a Educação.
“Em relação a este OE simplesmente esquece o investimento na Educação, esquece os profissionais, esquece que é preciso investir, porque cada vez há mais pessoas que vão para aposentação e há cada vez menos pessoas a entrar na carreira, daí o rejuvenescimento urgente da carreira. É necessário criar vagas de quadro na região para tentar estabilizar as pessoas cá, porque há pessoas colocadas muito longe. Em relação à mobilidade por doença, é necessário que as pessoas que tenham verdadeiramente doença sejam atendidas, que não sejam esquecidas, que é o que está acontecer”, frisou.
Adelina Fernandes é professora há mais de 30 anos. A docente da Escola Augusto Moreno também se juntou aos protestos.
“É uma greve justa e, só assim, se nos unirmos é que poderemos conseguir alguma coisa, de outra forma é impossível”, afirmou.
Greve convocada pela Fne a acontecer esta quarta-feira em todo o país.
Escrito por Brigantia