Prisão de Bragança precisa de obras e de viatura celular nova: reivindicações de Nuno Pires novo director
Nuno Pires está agora à frente da direcção do estabelecimento, depois de ter trabalhado 38 anos na instituição enquanto professor e técnico. Para os próximos três anos quer alcançar alguns objectivos e um deles é que sejam feitas obras no edifício e comprada uma viatura.
“Precisávamos de uma viatura celular nova, temos esta já muito antiga e, por outro lado, em termos de instalações necessitamos de um telhado novo, que é urgente, e necessitamos de uma portaria nova. Quer o projecto do telhado, quer o da portaria estão a ser analisados pela Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais”, disse.
No estabelecimento prisional de Bragança há mais de 80 reclusos e certa de 30 trabalham. Nuno Pires quer que este número aumente.
“Colocar mais reclusos a trabalhar nas instituições e nas empresas de Bragança ou da região, no sentido até no futuro, quando voltarem à sociedade, eles possam continuar a trabalhar, tendo o hábito de trabalho sido dinamizado enquanto cumpriam pena”, referiu.
A escolaridade dos reclusos é outra das preocupações de Nuno Pires, visto que foi professor na prisão de Bragança durante alguns anos.
“Nós incentivamos quem não tem habilitações a que aproveite a escola, com condições dignas. Temos duas salas de aula equipadas, temos uma biblioteca, temos material escolar e temos professores aqui em colaboração com a escola Abade Baçal”, explicou.
Nuno Pires é o novo director do Estabelecimento Prisional de Bragança, substituindo Paula Sobral que esteve no cargo apenas seis meses. Ao Jornal Nordeste e Rádio Brigantia falou dos desafios para os próximos três anos. Uma entrevista para ouvir esta quarta-feira depois do noticiário das 17h.
Escrito por Brigantia