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Compras de Natal animam comércio em Bragança

Compras de Natal animam comércio em Bragança
  • 21 de Dezembro de 2022, 09:14

Fernando Afonso, proprietário de uma loja de desporto, na Avenida Sá Carneiro, em Bragança, admite que há mais pessoas que no ano passado a fazer compras e que não estava a contar com este cenário. “No meu caso, aqui na loja, as pessoas estão a comprar da mesma forma, até mais. Comparando este período com o do ano passado, está a ser melhor este ano. Acho que não há falta de dinheiro. As pessoas estão a gastar na mesma. Não olham muito a preços, querem é coisas de qualidade. Compram para elas mesmas e para a família. Estava com receio e agora estou surpreendido”.

Carina Gomes, funcionária de uma loja de roupa, também diz que, comparando com o ano passado, há mais gente a comprar. Mas ao contrário de Fernando Afonso, admite que quem compra para oferecer e não para uso próprio está a optar por peças mais baratas. “As pessoas estão a comprar e o cliente Levis é sempre o cliente Levis. Não se importa de gastar. Fora isso, pessoas que não consumam a marca, estão a comprar coisas simbólicas, coisas mais baratas, como meias, gorros e cachecóis. A castanha teve influência com as compras porque era com esse dinheiro que as pessoas compravam alguma coisa e não se importavam de comprar, por exemplo, um kispo de 200 ou 300 euros. Agora não”.

Já Marcelo Alves, proprietário de uma loja de roupa, diz que, para já, não há muitas pessoas a visitar o espaço e a comprar. Ou seja, em termos de vendas, está tudo, mais ou menos, similar ao ano passado. Ainda assim considera que estes dias, mais perto do Natal, deverão ser bons para o negócio. “É nosso, dos portugueses, deixar tudo para o fim. Mas vamos esperar que seja melhor e que as pessoas ajudem o comércio local. Hoje em dia as pessoas vão ao mais barato mas tenho clientes que continuam a gostar de qualidade. Esta é a melhor época do ano para se vender. As pessoas a partir do dia 19, 20, 21 começam a receber de novo e têm mais dinheiro e compram por essa altura”.

Perante o cenário que vivemos, o negócio não está pior, muito pelo contrário. Mostrando-se surpreendidos, os comerciantes dizem que se vende igual e até mais, nalguns casos.

Escrito por Brigantia

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