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Câmara de Macedo aprova Orçamento para 2023 com votos contra dos vereadores do PSD

Câmara de Macedo aprova Orçamento para 2023 com votos contra dos vereadores do PSD
  • 22 de Dezembro de 2022, 08:54

A previsão orçamental é de 31 milhões e 700 mil euros, o que representa um acréscimo de cerca de 2,5 milhões em relação ao estimado para o presente ano.

O presidente da autarquia, Benjamim Rodrigues, fala de um aumento da despesa em relação à receita. “Temos aqui a questão de alguma diminuição de receita e principalmente o aumento de despesa. Isto condiciona muito um orçamento. Quando temos nos nossos documentos previsionais a possibilidade de aumentar receita e depois somos confrontados com diminuição da transferência de verbas por parte do Governo central, com toda esta crise global e com a economia a regredir, isso reflete-se na parte financeira do município. Houve uma preocupação muito grande nas Grandes Opções com o apoio à população, à economia local e à parte social. Temos sempre em mente a diminuição da divida, que é o que nos constrange bastante em termos de investimento. Provavelmente agora vamos diminuir na aquisição de património”.

Nas Grandes Opções do Plano, Benjamim Rodrigues destaca a conclusão das obras em curso e a execução de mais algumas. “Há várias que estão em curso e outras que iremos fazer durante o ano, desde investimento nas escolas, no Mercado, arruamentos, abastecimento de água, gestão de água, as IMC, data loggers e alguns investimentos nas aldeias, particularmente nas condutas. Na cidade e periferia temos também particular investimento no Azibo, para construção do Welcome Center, o Centro Náutico e outras estruturas de apoio. Há um investimento muito concentrado na cidade mas também na zona circundante e estratégicas”.

Uma novidade deste orçamento é a atribuição de verba a praticamente todas as freguesias para execução de projetos, no valor total de cerca de um milhão e 800 mil euros, à exceção de Macedo de Cavaleiros, Travanca e Nogueirinha, o que foi um dos motivos que levou os três sociais-democratas eleitos a votarem contra o orçamento, mas não foi a única, justifica a vereadora Clementina Gemelgo. “Todas as obras elencadas no caderno de encargos e de pedidos são similares àquelas que os restantes presidentes de junta apresentaram e que estão contempladas em orçamento. Achamos que não se justifica esta discriminação negativa, uma vez que os orçamentos pedidos pelo presidente da junta de Macedo de Cavaleiros estava muito acessível e dentro do que foi apresentado pelos restantes. Votámos contra também porque verificámos que a despesa corrente tem um aumento significativo, que passa de 16 milhões para cerca de 20 milhões, e porque a despesa do capital diminuiu também, e no nosso entender deveria ser ao contrário, investir mais para que Macedo pudesse progredir”.

Ao que Benjamim Rodrigues respondeu. “Mesmo com este investimento, ainda não é um processo que nos deixe completamente satisfeitos, mas é o possível. Houve ali uma tentativa de afirmar que não há um apoio objetivo à freguesia de Macedo de Cavaleiros, mas a verdade é que é aquela que tem maior investimento por parte da câmara. Basta um investimento no saneamento e abastecimento de água em Macedo para justificar todo o investimento acima das outras freguesias”.

Outra novidade deste orçamento é o apoio à sanidade animal, que vai passar a ser de 100%.

Dos 31 milhões e 700 mil euros, cerca de 21 milhões e meio correspondem às Grandes Opções do Plano.

O orçamento vai ser votado em Assembleia Municipal no dia 28 de dezembro.

Escrito por Onda Livre (CIR)

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