Os doces imprescindíveis na mesa de Natal dos transmontanos
Os gostos dividem-se e, até à mesma mesa, as escolhas são diferentes. António Monteiro, gastrónomo transmontano, refere que os principais doces natalícios na região ainda são os mesmos. “Não prescindimos de aletria, de sonhos, filhoses, fritas. Outras casas, como os durienses, gostam dos dormidos. Mas toda a gente gosta do bolo rei e das rabanadas”.
Apesar do gastrónomo não sublinhar nenhuma modernização mais marcante na doçaria de Natal da região, fala de “influências externas”, que criam novos hábitos. “São questões muito particulares. Há uma outra casa que tem uma outra pessoa na família, que veio da Beira, do Douro, do Minho… mas a nossa doçaria anda à volta disto”.
Dando como exemplo a região do Douro, António Monteiro fala de uma tradição natalícia inacessível, em tempos, à Terra Fria Transmontana. “Um duriense não abdicava de um copo de vinho fino. Um vinho tratado, do Porto. Antigamente toda a família bebia um copo, incluindo os mais novos quando já tivessem permissão para tal. Mas, na zona da Terra Fria, não tinham condições para tal, apesar de que, actualmente, a tradição já foi adoptada”.
As tradições na região mantêm-se e vieram para ficar por longos anos.
Escrito por Brigantia