Economista Fernando Peixinho defende desagravamento das taxas fiscais em Bragança
Mas, numa região como Bragança, onde a agricultura e a pecuária são a principal base da economia, os impactos da inflação podem ser mais difíceis de ultrapassar.
Fernando Peixinho, economista e Revisor Oficial de Contas, em entrevista à Rádio Brigantia apresenta algumas soluções Governamentais que deviam ser tomadas para favorecer a região.
“Nestas circunstâncias deveria haver formas de discriminação positivo. Os Governos deviam usar os instrumentos de políticas fiscal e orçamental para poder desagravar as taxas de tributação e isso facilitaria a diminuir os impactos que a inflação tem na economia das famílias e das empresas”, disse.
Para o economista brigantino, o Governo “devia ter outra preocupação” nas regiões do Interior, criando por exemplo um subsídio para apoiar as empresas no distrito de Bragança.
“Acho que devia haver uma preocupação o Governo para nestas zonas mais desfavorecidas, onde os impactos da inflação podem criar maiores dificuldades de ultrapassar estas situações, deveria haver uma discriminação, no sentido de haver ou desagravamento das taxas ficais ou até nalguns casos algum tipo de subsídios para apoiar aquisição de matérias-primas e outros factores de produção”, referiu.
Apesar das medidas implementadas para o processo de desertificação, Fernando Peixinho considera que a solução passa pela criação de empresas e consequentemente de postos de trabalho na região transmontana.
Além disso, o especialista fala em “medidas de política fiscal discriminatórias”, quando os impostos pagos no Interior do país, são os mesmos que são pagos no Litoral.
Numa região como Bragança, onde a base da economia é a agricultura e a pecuária, os danos provocados pela inflação podem ser mais difíceis de ultrapassar e a solução passa pela criação de medidas de discriminação positivas. Uma entrevista para ouvir na íntegra, hoje, depois das 17 horas, aqui na Rádio Brigantia.
Escrito por Brigantia