Distrito regista anualmente cerca de 450 casos de AVC mas número tem diminuído
Ainda assim, são números preocupantes, segundo o médico Jorge Poço, director da Unidade de AVC da Unidade Local de Saúde do Nordeste, que afirma que mesmo a nível nacional o número de casos também está a reduzir.
“Desde há 19 anos que foi quando foi criada a Unidade de AVC, os números parecem mostrar que quer no nosso distrito, quer a nível nacional, que os casos têm vindo a diminuir, contudo continuam a ser números muito elevados, o que torna esta doença a principal causa de morte em Portugal”, disse.
A Unidade de AVC, que se localiza em Macedo de Cavaleiros, surgiu há quase 20 anos, após vários estudos terem mostrado que os doentes tratados neste tipo de unidades recuperavam melhor do acidente vascular cerebral.
O médico diz que a unidade, que é a única no distrito, é suficiente para dar resposta aos casos que aqui se vão registando.
“Embora as recomendações sejam que todos os doentes com AVC devam passar pelas unidades de AVC, não conseguimos isso em nenhum local do país e mesmo no estrangeiro são poucos os casos em que todos os doentes com AVC passam pelas unidades. É uma doença que não programada. Acho que a apesar de tudo, a Unidade de AVC da ULS do Nordeste consegue dar uma resposta bastante aceitável em relação à totalidade de AVC que existem no distrito”, referiu.
Há vários factores de risco para a ocorrência de um acidente vascular cerebral. A idade, que não se pode controlar, é um factor de risco. Mas há outros, que podem ser controlados, nomeadamente a hipertensão, diabetes, arritmia e colesterol elevado.
Escrito por Brigantia