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Grávida de Mirandela só terá vaga para primeira consulta quando já estiver no oitavo mês de gestação

Grávida de Mirandela só terá vaga para primeira consulta quando já estiver no oitavo mês de gestação
  • 9 de Maio de 2023, 08:47

Diana Remondes Baptista está grávida pela terceira vez e está a ter que recorrer ao serviço de saúde privado para conseguir perceber como se está a desenvolver o bebé que espera. Com as duas gravidezes anteriores, no que toca a acompanhamento, não houve problemas. Mas a terceira está a ser um pouco mais atribulada porque a ULS do Nordeste não lhe deu a resposta que precisava.

“Foi pedido o acompanhamento por parte da obstetrícia da ULS, esse pedido demorou a chegar e quando chegou, tenho consulta marcada para 14 de Setembro. Quando foi marcado o primeiro rastreio, que seria o primeiro da gravidez entre a 11ª e a 13ª semana mais seis dias, no meu caso já me foi marcado à 14ª semana e seis dias, já notoriamente fora de tempo”, contou.  

A grávida diz compreender a situação, assumindo que, possivelmente, se deve ao excesso de trabalho que os médicos estão a ter. Diz, por isso, que os profissionais de saúde não chegam para dar resposta às necessidades que há.

Diana Remondes Baptista tem um seguro de saúde, o que a está a ajudar a recorrer ao privado. Ainda assim, lamenta que muita gente passe pela mesma situação e não o tenha.

“Quem não tem um seguro de saúde e tenha um ordenado médio é uma despesa enorme que se tem num privado, quando supostamente temos direito à assistência na saúde”, frisou.

A grávida diz que não tentou compreender a situação, junto da ULS do Nordeste, porque, possivelmente, não serviria de muito.

“Apercebo-me que isto é recorrente. Tenho uma colega que o filho já tem um ano e meio e ainda hoje está à espera da última consulta. Eu sei que não sou caso único”, afirmou.

Quisemos compreender, com a ULS do Nordeste, a veracidade dos factos, a que se ficou a dever esta demora na marcação, se não há como dar resposta a esta utente mais cedo e quantos obstetras estão, neste momento, afectos à unidade. Respondeu dizendo que “assegura o acompanhamento a todas as mulheres grávidas” e que as que se integram no Programa Nacional de Vigilância para a Gravidez de Baixo Risco “são devidamente acompanhadas nos Cuidados de Saúde Primários, com agendamento de consultas periódicas e dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica preconizados – de acordo com a avaliação clínica individual efectuada durante o período de gestação – e encaminhamento para consulta pré-natal hospitalar”. Assim, neste caso concreto, esclarece a ULS do Nordeste que “estão a ser cumpridos todos os procedimentos do Programa Nacional de Vigilância para a Gravidez de Baixo Risco, estando a ser garantido o devido acompanhamento nos Cuidados de Saúde Primários, incluindo consultas com o Médico de Família, tendo sido agendados os Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (três ecografias trimestrais) e a consulta pré-natal hospitalar”. Explicou ainda que ali exercem funções 10 médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia (três do quadro de pessoal e sete em regime de prestação de serviços).

Escrito por Brigantia

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