CAP pede apoios urgentes para os agricultores e lamenta que o Governo se desculpe com a espera por Bruxelas
A CAP entende que o Governo deve ajudar os agricultores que têm as suas produções em Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alijó, Murça, Sabrosa, Mêda e Vila Nova de Foz Côa.
Francisco Pavão, da direcção da CAP, lamenta que o Governo não esteja a cumprir com o que seria devido fazer. Frisou que a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, esteve, esta semana no distrito da Guarda, para ver os estragos provocados mas não levou soluções. “A srª ministra visitou a região e o que trouxe foi uma mão cheia de nada. A srª ministra não representa os agricultores e não conseguiu perceber o que os agricultores precisam. O Estado devia agir de imediato, apoiando os agricultores, e não estar constantemente a dar a desculpa de que vamos pedir ajuda a Bruxelas. Estados-membros como a Espanha e a Itália, em situações análogas, avançaram com imediatamente com medidas de apoio aos agricultores, não esperaram por Bruxelas”.
A CAP também defende que há necessidade de revisão do sistema de seguros para a actividade agrícola para contemplar e garantir cobertura do capital produtivo contra fenómenos climáticos intensos e imprevisíveis. “Esta é uma questão que a confederação tem levantado, nos últimos anos, tornando o sistema de seguros mais apetecível para que mais gente consiga aderir. Este sistema de seguros afasta os pequenos e médios produtores”.
A violência da queda de chuva e de granizou provocou estragos que devastaram as culturas deste ano mas comprometeram também o futuro. ““Sobretudo na região do Douro, e esta é uma enorme preocupação, nos últimos 10 anos, não há um ano em que não tenha acontecido uma catástrofe destas. Este granizo e estas trombas de água afectaram a produção deste ano e deixaram sequelas para os anos seguintes. É importante repor a capacidade produtiva”.
A CAP defende que as intempéries em Trás-os-Montes e Alto Douro devem mobilizar apoios imediatos por parte do Governo para fazer face a avultadas perdas e prejuízos e não quer que se esteja à espera de Bruxelas.
Escrito por Brigantia