Imigrantes ajudam a aumentar número de nascimentos em Bragança
Segundo dados da Pordata, no ano passado, a taxa de estrangeiros residentes em Bragança era de 7,9%, mais 1,8% que em 2021. Há 10 anos, apenas 2,2% dos residentes em Bragança eram imigrantes, o que mostra um aumento significativo. Vêm à procura de melhores condições de vida e acabam por construir família na cidade. Foi o caso de Leyde Gaspar, mãe de Rosely de apenas três meses. “Aqui há melhores condições. Em São Tomé não temos muitos recursos. Ter um bebé aqui é melhor, dão ajudas e há associações que podem ajudar. Mas é um pouco difícil deixar o meu país e vir para aqui”.
Palmira Gaspar é também uma das responsáveis pelo aumento de nascimentos, em Bragança, neste meio ano, quando comparado com os primeiros seis meses de 2022.
Tem 41 anos e veio de Angola para Bragança em Setembro do ano passado. É mãe do pequeno Lussandel, que nasceu no fim do mês passado. Diz que é uma alegria contribuir para rejuvenescer a terra, marcada pelo envelhecimento da população. “Sabendo que ajudei a aumentar alguma coisa aqui no distrito de Bragança… fico feliz por isso”, disse, referindo que o mais complicado para uma mãe estrangeira é não estar no seu país de origem, não estando perfeitamente bem “enquadrada”.
Este é o terceiro filho de Palmira Gaspar. Um dos outros dois também veio para Bragança, uma cidade que está a encantar a imigrante. “Vim directamente para Bragança. O meu marido vive cá. Foi um romance à distância e depois vim para cá. É uma cidade muito linda. Não é igual ao meu país, é muito segura”.
Palmira Gaspar veio de Angola para Bragança. Segundo o Gabinete de Estratégia e Estudos, do Ministério da Economia e Mar, em Bragança, em 2021, havia 134 angolanos, 71 mulheres e 63 homens.
Na Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, composta por Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor, a taxa de imigrantes residentes é de 4,1%. Bragança é claramente o município com mais imigrantes, com 7,9%, seguindo Alfândega da Fé 3,1 e Mirandela com 3.
Escrito por Brigantia