Professores voltam a estar em greve hoje
As estruturas sindicais entregaram na terça-feira uma moção ao primeiro-ministro, na qual pedem soluções para a classe. As escolas já tinham alertado os encarregados de educação para a possibilidade de estarem fechadas hoje.
Teresa Pereira, dirigente de Bragança do Sindicato dos Professores do Norte, salienta que há muitos docentes descontentes.
“Há muita gente descontente e que está disposta a fazer greve, porque não temos outra alternativa. Esperemos que seja a última deste ano. É um aviso ao Governo e um grito de alerta para que se resolvam os problemas de forma séria. O Orçamento de Estado está em discussão e também passa por aí, por haver uma fatia significativa do orçamento para a Educação”, frisou.
As colocações dos professores são um dos motivos do protesto. Há profissionais a ficarem colocados a dezenas de quilómetros de casa.
“No nosso distrito temos professores de 50 e 60 anos colocados a cento e muitos quilómetros, numa situação muito precária”, afirmou.
Os docentes pedem ainda a actualização da carreira.
“A carreira dos professores continua com um défice de 6 ano e 6 meses. Esse corte faz com que os professores não cheguem ao topo, alguns nem podem aspirar a isso. O primeiro-ministro vem explicar que afinal o corte não pode ser reposto, porque as contas públicas estarão em causa, o que também não é verdade, porque faz uns cálculos que não são bem a realidade”, disse.
A greve dos professores deixa os alunos sem aulas. Algumas escolas fecharam mesmo. Foi o caso do Jardim de Infância e 1º ciclo de Agrochão, o Jardim de Infância de Izeda e o Jardim de Infância do Polo I de Macedo de Cavaleiros. Sabemos também que na escola das Beatas, em Bragança, só uma turma teve aulas. Até agora não foi possível perceber qual o impacto nas restantes escolas.
A situação pode repetir-se na segunda-feira, visto que está também marcada uma greve dos assistentes operacionais. A adesão dos funcionários pode ditar o encerramento das escolas.
Escrito por Brigantia