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Inquérito sobre contratação de engenheira da câmara de Mirandela condenada por tráfico de droga identifica “irregularidades sem consequências”

Inquérito sobre contratação de engenheira da câmara de Mirandela condenada por tráfico de droga identifica “irregularidades sem consequências”
  • 23 de Novembro de 2023, 09:07

É esta a principal conclusão do relatório do processo de inquérito interno do Município de Mirandela, alegando a necessidade clarificar questões jurídicas levantadas numa reportagem sobre o processo de contratação desta trabalhadora da Câmara Municipal, que deixou no ar a possibilidade de a autarquia estar perante um processo ilegal.

Em conferência de imprensa, a autarca de Mirandela, Júlia Rodrigues, deu a conhecer as conclusões do inquérito. “Existe evidentemente uma irregularidade processual administrativa que tem a ver com a data e com o local de assinatura. Houve uma questão processual do estabelecimento prisional, que por causa das greves não era possível deslocar a candidata a Mirandela e, portanto, o documento foi legalmente enviado e foi assinado comprovadamente no estabelecimento prisional”, adiantou.  

Para a autarca, não ficam dúvidas de que existiu “uma manipulação” da informação por parte de quem fez a reportagem jornalística. “Houve muito cuidado e muita cautela em todo este processo. Estamos de consciência tranquila, foi feita uma manipulação de dados relativamente a um concurso que foi retomado em 2022, mas que já vinha de 2009 e, portanto, toda aquela peça jornalística teve muito pouco cuidado e respeito pelas pessoas”, vincou.

Independentemente das conclusões deste inquérito interno, o executivo liderado por Júlia Rodrigues enviou, no final de Outubro, um requerimento a solicitar ao Ministério Público, a averiguação dos factos.

Escrito por Terra Quente (CIR)

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