Associação de Olivicultores apresentou 11 queixas-crime por uso indevido da marca DOP azeites Trás-os-Montes
De acordo com o dirigente da associação, Francisco Ribeiro, os casos detectados pela ASAE aconteceram na região, mas também fora. “Algumas na região, ou com ligações à região, com locais de venda dispersos, desde a região Centro à região Norte. Não há dúvidas que há um claro aproveitamento da região, da Denominação de Origem Protegida azeite Trás-os-Montes, bem como denominações geográficas de localidades que, à partida, o consumidor consegue ligar a uma produção de azeite de qualidade. Isso acaba por ser um abuso e aproveitamento da ignorância do consumidor”, referiu.
Francisco Ribeiro explicou que o azeite estava a ser vendido como sendo certificado, mas não correspondia aos critérios obrigatórios. “O azeite de Trás-os-Montes tem um caderno de especificações, é necessário fazer um conjunto de procedimentos para que o azeite seja certificado. Deve ser constituído pelas variedades típicas da região e um conjunto de constituintes, nomeadamente os ácidos gordos, que têm que cumprir. Acaba por ser um azeite em que tem um rigor muito superior e isso tem custos associados”, disse.
Em alguns casos, o que estava a ser vendido nem era azeite. “Muitas das vezes o azeite que estava à venda nem sequer era azeite, era tempero alimentar ou óleo alimentar. A maior parte desses abusos tem a ver com óleo de bagaço, que tem um preço muito inferior ao azeite, os cinco litros anda a ronda os oito a nove euros e depois são vendidos a preços de 25 euros”, adiantou.
Por isso, Francisco Ribeiro pede que os consumidores estejam atentos ao que compram.
Este ano, verifica-se um aumento de 25% na produção de azeitona em Trás-os-Montes, em relação ao ano passado, porém ainda com valores inferiores a campanhas anteriores.
Escrito por Brigantia