Grupo Independente Unidos por Macedo pede a demissão do presidente da câmara Benjamim Rodrigues
De acordo com o responsável pelo grupo político, Rui Vaz, já há algum tempo que se constata que Benjamim Rodrigues tem “vontade de, a todo o custo, sair da Câmara Municipal”. “Existe a constatação da vontade, a todo o custo, do presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros querer sair da Câmara Municipal. Já houve, e foi do conhecimento público, uma tentativa de sair para a direção da ULSN, agora esta tentativa através de uma candidatura, em lugar elegível, para a Assembleia da República, também os últimos acontecimentos, para além da saída, neste segundo mandato, de mais um elemento do executivo. Agora esta confusão lançada através da saída de chefes de departamento da Câmara Municipal e há um acontecimento extraordinário que é o presidente, numa reunião de câmara pública marcada, estar ausente, o que, quanto a nós, é uma fuga, sem qualquer sobra de dúvida, à responsabilidade de ter que responder à oposição sobre os últimos acontecimentos. Lamentamos que a responsabilidade que ele assumiu com os macedenses, com o seu eleitorado, esteja a ser, de certa forma, apunhalada”, disse.
Por isso, pedem a demissão do autarca, independentemente do resultado das eleições legislativas. “Tudo isto somado leva-nos, de facto, a que tomemos esta posição pública de pedir, de uma forma cordial e educada, que o sr. presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros assuma que, efetivamente, posto isto tudo, estando num lugar elegível para as eleições legislativas, estando na eminência de abandonar a Câmara Municipal, tenha a dignidade de se demitir das suas funções, independentemente daquele que seja o resultado das eleições de 10 de Março. Se o Partido Socialista tiver elegido no distrito dois ou um só deputado, em ambas as situações há a constatação de que o presidente pode ter de abandonar o executivo. Estamos em crer que só há esta saída para o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, a demissão”, referiu.
De acordo com a Lei Eleitoral para a Assembleia da República (Lei nº 14/79), “desde a data da apresentação de candidaturas e até ao dia das eleições os candidatos que sejam presidentes de câmaras municipais ou que legalmente os substituam não podem exercer as respectivas funções”, o que significa que o autarca macedense terá de suspender as suas funções de presidente.
Até ao momento, apesar das tentativas, ainda não conseguimos ouvir Benjamim Rodrigues.
Escrito por Onda Livre (CIR)
Foto: Rádio Onda Livre