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Presidente da câmara de Vimioso assume que escassos recursos financeiros do município já não chegam para fixar gente

Presidente da câmara de Vimioso assume que escassos recursos financeiros do município já não chegam para fixar gente
  • 11 de Dezembro de 2025, 09:27

O presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, assume que enquanto o Poder Central não investir no concelho a desertificação não vai estagnar nem se vão conseguir atrair pessoas para ali residir. “Fala-se em redução de IRS, em isenção de IRC, que é a nossa situação, não há empresas, não há receita de IRC, fala-se em tudo isso, por isso que se acabe com o IRS e com o IRC nestas zonas do interior, ao menos durante uns anos, para que o investimento seja possível. Se isso não acontecer, as pessoas não acreditam, não há população, a desertificação humana vai continuar e nós estamos condenados. No futuro, não havendo emprego, não havendo produção de riqueza, não havendo investimento, naturalmente que a população vai ser cada vez menor”.

António Santos foi eleito nas últimas autárquicas. Assumiu a liderança do município após Jorge Fidalgo cessar funções, em agosto de 2024, para desempenhar o cargo de diretor da Segurança Social de Bragança.

O autarca, que esteve em entrevista à Rádio Brigantia e ao Jornal Nordeste, admite ainda que os “fracos recursos” do concelho já não chegam para fixar as pessoas. “Temos um sem número de medidas de apoio no âmbito social, como o regulamento de apoio à natalidade e à infância, numa tentativa de combater o deficit demográfico. Com toda a sinceridade, eu não sei o que mais é que o município pode fazer. Não sei o que mais se pode fazer para melhorar a qualidade de vida da gente que aqui reside”.

Ainda assim, António Santos adiantou que vai continuar a apostar na área social. Reclamar mais investimento ao Poder Central é a principal bandeira deste mandato.

Quanto a uma futura recandidatura, o autarca assume que o futuro é incerto. “Não tenho nos meus horizontes ser candidato, mas o futuro é incerto. Em política, o que é hoje verdade, amanhã é mentira. Tenho em mente, não ser recandidato. Já fiz 69 anos e já tenho idade para descansar, porque já dei muito de mim próprio ao concelho, às freguesias e às pessoas. Parece-me que é hora de apostar um pouco mais na juventude. Embora a juventude seja cada vez menos”.

A entrevista ao autarca pode ser lida na integra na edição desta semana do Jornal Nordeste e pode também ser ouvida, hoje, na Rádio Brigantia, depois do noticiário das 17h.

Escrito por Brigantia

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